terça-feira, 10 de março de 2009

FESTIVAL MARANHENSE DE POESIA

Edição 145
A efervescente poesia da Cidade de Sousândrade

Data de Publicação: 15 de novembro de 2006
Índice Texto Anterior Próximo Texto 20 edições do Festival Maranhense de Poesia da UFMA Por: Bioque Mesito
O passado e o presente bem próximos: um rápido panorama da poesia maranhense nas últimas décadas. – Há quem diga que a poesia morreu. – Ceticamente falando, não. Não é exagero afirmar que a poesia, como as outras artes, passa por um momento de reformulações e todo processo de mudança é gradual. Vivemos, ainda, os reflexos da década de 60 e para muitos o século 19 ainda é uma grande referência em termos estéticos.Certo. Porém, a contribuição legada por Sousândrade, Gonçalves Dias, Odylo Costa, filho, Maranhão Sobrinho, Nauro Machado, José Chagas e Ferreira Gullar (falando exclusivamente da poesia maranhense), não é de ficar de longe do que já foi produzido no restante do país e em outros lugares do mundo. O que questionamos é o que está relacionado ao momento no qual estamos inseridos: suas transformações dinâmicas, avanços tecnológicos, o surgimento de uma nova concepção nas formas de pensar e agir. O homem deste século é mais ávido, veloz, mais exigente, tem mais sede por informações, pois já acumula mais de vinte séculos de experiências em todos os campos do conhecimento humano.Os poetas de hoje têm uma missão muito diferenciada, principalmente os poetas maranhenses, porque a poesia do nosso Estado é referência entre as outras existentes no país. O erro de alguns poetas é justamente quererem quebrar demais ou então serem anarquistas da palavra, estes acrescentam algumas coisas, mas ainda muito frágeis. Os poetas que quiserem ser referência em um futuro serão aqueles que aproveitarem o conhecimento do passado e modificarem aos poucos sua estética. Como já dissemos, toda mudança acontece aos poucos. A ruptura não é repentina.Ferreira Gullar soube muito bem seguir este caminho de mudança com seus antecessores, tão verdade é essa afirmação que atualmente é o maior poeta em atividade do nosso país. Gullar sempre bebeu nas referências do passado, mas também sempre esteve com os olhos no presente. Nauro Machado e Luís Augusto Cassas são nomes que devem ser levados em consideração e sobre os quais falaremos oportunamente.A antologia Hora de Guarnicê, dos anos 70, corresponde a uma geração muito boa e que projetou nomes como Chagas Val, Valdelino Cécio, Rossini Corrêa, Raimundo Fontenele e Luís Augusto Cassas.Ufa! Chegamos à década de 80. O que falar dessa década se até os críticos, professores acadêmicos, literatos fecham os olhos para ela? Nós, não. A poesia das décadas de 80, 90 e início deste século vem com muita felicidade (apesar de todos os contras) honrado, com bastante autoridade, a tradição dos poetas da Cidade de Sousândrade. Sempre quando se trata da poesia dessa época, recai o conceito de poesia marginal, contra o sistema, panfletária. O que não se observa em um primeiro momento é o que de potencial tem esses poetas. Mesmo a “Akademia dos Parias” e suas performances pelos becos do Centro Histórico de São Luís possuiu sua importância nos ditames de nossa literatura. É bem verdade que desse grupo apenas meia-dúzia escrevia uma poesia de qualidade, séria. Os Parias foi um grupo efêmero e evaporou. Apenas 3 poetas desse grupo sobreviveram – Paulo Melo Souza, Celso Borges e Fernando Abreu. Este último, apesar de 2 livros lançados na praça, não conseguiu empolgar, como no tempo dos Parias, atualmente, faz composições para o cantor Zeca Baleiro. Já Paulo Melo Souza e Celso Borges respiraram outras fontes e levaram a poesia por outras fronteiras. Celso Borges, sempre compromissado com a estética da palavra, em seus poemas parece chegar a gritar com a insatisfação por que passa o momento da poesia produzida no Brasil. Paulo Melo Souza é outro importante poeta dessa época e continua, entre seus poemas, buscando e aprimorando seu estilo, sem se falar que é um combatente exímio contra as politicagens que permeiam nosso Estado. Paulo Melo é um poeta antenado com as modificações do pensamento humano e da literatura.Os poetas do Safra 90 (nome dado a uma antologia lançada pelo governo local, em 1997, formada por 23 poetas que compunham a cena poética do final do século 20 e início do século 21) poucos, desses poetas que integram esta antologia, ainda demonstram que vieram para ficar. Nomes como Antonio Aílton, Rosemary Rêgo, Hagamenon de Jesus, Bioque Mesito, Dyl Pires, Jorgeane Braga, Eduardo Júlio, Paulinho Dimaré, Marco Pólo Haickel, - estes 3 últimos nomes, apesar de não fazerem parte do Safra 90, comunicam do mesmo momento literário, e todos já possuem importantes premiações locais e nacionais, além de possuírem seus livros lançados. O que demonstra, para os que fazem vista grossa ou que desconhecem, que a produção maranhense continua muito boa e a renovação está acontecendo com qualidade.Alguns entraves, mas, no final de tudo, a poesia prevalece – Falando, especificamente, do Festival Maranhense de Poesia - evento promovido pela Universidade Federal, juntamente com o seu Departamento de Assuntos Culturais, em suas últimas edições vem perdendo o fôlego. A boa vontade do Diretor do Departamento de Assuntos Culturais, Euclides Barbosa Moreira Neto, é o que ainda impulsiona esse evento. Euclides vem dando chances aos artistas locais com sua política de difusão. O festival de poesia está repleto de poemas de baixa qualidade. Talvez por falta de uma lista de seleção mais rigorosa e também pelo grande número de concorrentes nas eliminatórias. Com certeza, diminuindo o número de participantes nas eliminatórias, o público ganhará com poesias de melhor qualidade e não o que vem acontecendo – poemas muito fracos, em sua maioria. Compreendemos, Euclides, a política que você realiza. O evento deveria ser realizado em apenas uma semana, com palestras, oficinas e debates sobre a literatura maranhense e brasileira. Assim, o Festival só ganharia e poderia possuir a estirpe do Maracanto e/ou do Guarnicê – Cine/Vídeo, a maior e melhor realização do Departamento de Assuntos Culturais, coordenado por Euclides.Já em 3 oportunidades fui júri deste festival e recebi inúmeras críticas. Eu sempre as rebatia afirmando que a culpa não está na direção do Festival, nem tampouco no corpo de jurados, mas, sim, em quem está produzindo esses textos e colocando-os para serem julgados. O aspecto interpretativo também é outro ponto que deve ser questionado, pois, grande parte dos atores que interpretam os textos dos poetas sabe muito pouco, quando sabe, do que vem a ser poesia e realizam interpretações, muitas vezes, distantes do que a poesia está realmente falando.Mesmo assim podemos perceber muitos pontos positivos no Festival Maranhense de Poesia. O festival é um evento que aproxima o público da poesia e também serve de intercâmbio entre os poetas. Este ano o Teatro Arthur Azevedo ficou completamente lotado, o que demonstra o valor desse evento e da poesia maranhense. O festival é um dos poucos que ainda privilegia o talento poético em nosso Estado, somando-se, é claro, ao Concurso Cidade de São Luís, da Fundação Municipal de Cultura. Em uma cidade que respira poesia e tem uma efervescência poética, ainda é pouco. Temos, por exemplo, uma Academia Maranhense de Letras que passa quase sua totalidade fechada, sem realizar quase nada em prol dos escritores. Academia de Letras que é de suma importância na fomentação da cultura do nosso Estado, mas, que faz muito pouco, além de não socializar a Casa de Antonio Lobo, fechando-a para os intelectuais e o público em geral. A Academia Maranhense de Letras, esperamos, em sua nova administração, que democratize a Casa de Antonio Lobo e abra as portas para projetos práticos, sem o caldo político que era prática comum na gestão anterior.Sim. Voltando ao Festival Maranhense de Poesia, mais uma vez. Esse festival, ao longo dos anos, serviu para descobrir vários poetas como são os casos de Paulo Melo Souza, Roberto Kenard, Fernando Abreu, Antonio Aílton, Paulinho Dimaré, Rafael Oliveira, Ribamar Feitosa, Rosemary Rêgo, Mauro Ciro, Eduardo Júlio, Maria Aparecida Marconcine, Josoaldo Rêgo, César Borralho, João Almiro Lopes Neto, Francisco Tribuzi, Bioque Mesito, Dyl Pires, Cibele Bittencourt, César William, Junerlei Moraes, Geane Fiddan, Lúcia Santos, Ronnald Kelps, dentre outros.
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Edição 145 Poesia da MPB (III) - A segunda intenção da palavra
Índice da edição - Ano V
Suplemento Cultural e Literário JP Guesa ErranteCopyright 2005 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservadosEmail: info@guesaerrante.com.br
Inclusão: 14/11/2006 - Alteração: 08/12/2006Impressão: 10/08/2007 14:58:46
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O Errante César William
R$ 10,00
editora: Edição do Autorano: 1988estante: Poesiameta-estante: Poesiapeso: 450gcadastrado em: quarta-feira, 31/12/2008. 13:36:42descrição: Brochura/ Formato 15, 5 X 22 / 71 Páginas / Edição de 1988
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Edição 176
Antologia da jovem poesia e literatura maranhenses (II)

Data de Publicação: 7 de maio de 2008
Índice Texto Anterior Próximo Texto MAURO CIRO FALCÃOHOJE É DIA DE ESQUECER, JOSÉo mundo não é apenas um byte, cosmo perdidoas crianças são binárias, alma e pensamento— quem quer embarcar para um mundo melhor? Tu, ele, você, quem quer?até Alice voltou para nosso paísBoi Tatá acordou cumadre, o mar pegou fogomesmo que minha alma fosse capturadapor câmeras digitaisnão perderia minhas paixõessou criador de meu ser, sou poesiapercorro mesmo pela wireless de Deussempre me desculpando pelos meus backbones não sou máquina, sou apenas um ser http://www.pronome,substantivo, verboapagão!!!esqueço que sou incapazderrubo as grades de laserpasseio pela LAN com meu cachorro matreirosem firewalls e militaresvou esquecer que sou gentesentar e contar estrelaspara ver meu amor sorrir mais uma vez, te amoem pouco tempo virei-me para dormir...(Grupo Carranca, 2005)ESTEPEdespercebida, a velocidade gira em torno de nósgato, cansado, dorme no jacaréchave-de-roda sentido anti-horáriomeninas flertam bobagenso calibrador da vida foge das mãos(Grupo Carranca, 2005)JOSOALDO LIMA REGONAVE-GANTESo argicidaanunciado na vacância tênue das mãos de anticléiareverberou olhos após o simulacro e o rumor de uma imagemf r a t u r a d acego, no archote seco da língua contra o mar“só bebe com os olhos, só com os olhos come”libações no pó da manhãsol sob os pés, como águia eremitacarregando procela grave e vaticínio;os homens desolados no alarido de uma rocha inaudível(Grupo Carranca, 2005)HAGAMENON DE JESUSÀS VEZES, O QUE SOU POEMA...Às vezesem mimeste poema é só ausênciaé quando sousóno individual discursoazul metálicoou vermelhoou cinza prateadodo meu sistema.às vezes(ah minhas crianças de batons cintilantes, amigas minhas ou do monza!)às vezes,em si,o que sou poema,se extravia em chaves, menina,é só ausência...(The Problem e/ou poemas da transição, Edição do Autor, 2002)PELOS VIDROS DAS JANELAS INTRANQÜILAS,PRECEVai amanhecer. Todas as pessoas (as outras)estão dormindo.Um poeta acorda seus olhos, com elese nossas ansiedadesaguarda a enchente dos ônibus da manhã.(Há momentos de tanta poesia,que não se consegue escrever)“O que se pôde carregar nos ombros da esperança?”Ainda era algas a noite, naquele momentoquando lhe falaramsobre pontes e eternidade,que as pombas são como a esperança,e que não se sentarão sobre as segundas-feiras.Há momentos em que tudo o que se precisaé confessar, quem sabe.Em retalhos os passos do que lhe foi permitido,na realidade de quem conhece as leise nas suas usuais certezas de vôos espaciaise pasmo,anda. E todo o andar é reticente,do que sabe o quanto tudo é certoe, é por isso, impreciso.Os seus olhos são antigos, como um relógio,e o seu relógio, que é comoseus olhos (antigos), não possui mostradores luminosos.A penumbra... e estas incertezas contínuas...“No final, nunca se sabe mesmo que horas são!”O tempo (não se engana)sempre foi uma estranha criatura da McDonald’s,o tempo sempre foiuma estranha e vertiginosa criaturaque canta pneuse devoraa cada momento a nossa eternidade.“É por isso que temoser o que sou”, ser todo como um animaldo dia. Ser como um animal do dia é ser todo o amianto...Do metal, os metais. O Metal.“A porra para estas metáforas alegóricas!”O fatoé que agora o silêncio já se foi...Aperta o pause no vídeo(e não soube bem por que).O homem e sua perplexidade,a perplexidade, e o homempor trás dos vidros das janelasintranqüilasergue-se para si, o homem,e está acordado:homem e deus de tudo que hesita.Mas fiquem tranqüilos,nem todos estão dormindo...(Uma alface nascepara a alegria, pelo menos biológica, do pobre)Há momentos de tanta poesiaque não se consegue escrever.(The Problem e/ou poemas da transição, Edição do Autor, 2002)PERDANão se perdeo Solque se esconde a cada dianão se perde.O vôodo pássaro, desconhecido,de gaivotaandorinha: intenção sem rastros,não se perde,não se perdeuma só que seja das andorinhas.Não se perdeo frutoda goiabao fruto (mesmo se está bichado) da goiaba.Na Natureza,a sua transformação,nadase perde, em verdade,nem os nossos ossos sem história.Perdasó podem ser os nossos sonhos,só podem ser os nossos desejosindefesosmais que o cair da tardemais que o cair da tarde.(The Problem e/ou poemas da transição, Edição do Autor, 2002)GERALDO IENSENNÃO HÁ UMA ORDEMnão há uma ordemsomente um zelo purointerceder de ventos, chuvas e morteandarcomo travis de win wenderscomo a foto de robert frankcomo jack kerouacmorrendo de pneumoniacomo trensabandonados nas estaçõesextenuadas amantes dos que não param(Coletânea Poética dos Festivais Maranhenses de Poesia Falada, DAC, 2000)NILSON CAMPOSF.FWDNo triz do gozomúsculo é crepúsculoonde lasciva salivavacila entre laivosde siderais coisasvéspera de quandoombroéescombro(Revista Anual Sociedade Cultural Grupo Carranca, 2000)JORGEANA BRAGARespira fundoVê a lua vazando?Aspirada pelo sopro do dia,Inalada como ópio,E nossos corpos sobrevoados porAnjos matutinosCheios de incensosO tarot exposto em leque na mesaAo lado, a imperatriz de mãos dadasCom a sacerdotisa loucamente vestida...Teu rosto não é estranho mas nemFalo de séculos atrás. Porque em meioÀ bebedeira percebi-me enevoada peloDesvario e vi bem dentro de ti e do teu sorrisoAlguma coisa santa;Teu sorriso é feito de abelhas.(Revista Anual Sociedade Cultural Grupo Carranca, 2000) CÉSAR WILLIAM HIATO do abismo a boca é farta /lâminas saltam em cápsulas de gritos/ ferindo a própria fala/do abismo a boca é aço/suportando todas as línguas/parindo todas as palavras(Revista Anual Sociedade Cultural Grupo Carranca, 2000)VIDRO DO TEMPO os cacos da vida vão cor/tando a minha cara/e o sangue aceso/ vai beijando os olhos da calçada/da madrugada pálida/ de outros eus que empalidecem/desenhando pássaros da verdade/num vôo arriscado sobre a dor/tangidas asas cor/tando o medo/esmiuçando ânsias em ânsias mais ainda.(Coletânea Poética dos Festivais Maranhenses de Poesia Falada, DAC, 2000)RICARDO LEÃOA FILHA DA PUTA(pela Rua da Palma)a GilbertoEu não quero a puta.Quero a filha da puta.A putinha. De seios fartos,lábios e olhos cor de mel,biquinhos róseos,carne alva e trêmulaa luzir na clara escuridãoda noite, pelinhos púbicos(dourados e tépidos)ao suave contato das mãos& língua. Eu queroa filha da puta.Seu corpo (ainda virgeme intocado de carícias)aguarda-me. Deixará,sublime e bela,que a abrace na hora extrema,tímida e cálida. Penetrareicom graça e estilo(ares de déspotaou de sedutor)em sua rubra morada.Deuses entoarão cânticos,príncipes hão de se tornar reis,mulheres abrirão seus ventres à minha passagem,poetas hão de tornarpalavras ainda mais belas.Ela aguarda-me.De dia, de noite,aguarda-me. Tem na pele lúcidamuitos segredosque a boca não revela.Traz no sexo lindo e macioa agonia dos séculos,a angústia, o desespero,a morte e a eternidade.Hei de depositarmeu sêmen vigorosoem sua vulva suculenta,e torná-la pura,tão pura,como o amorque se prolonga,invectivo e lento,dentro, dentroda tarde longa.Eu não quero a puta.Quero a ninfa, a nádegaresplandecente e montanhosa,quero a curva calidoscópicagirando, girando, girandoem um movimentoque é, ao mesmo tempo,renúncia e desesperação.Quero o meu quinhãode luz e êxtase,apertá-la e descobri-laem cima da cama, plena,sob a pele intata do poema.Eu não quero a puta.Quero a filha, a deusaclara e telúrica,eu quero eu queroa filha da puta.(Simetria do Parto, Editora Cone Sul, 2000)MEDITAÇÃO À BEIRA DE UM PRECIPÍCIOA poesia, Fábio, deve ser um girassol.Um fio que se rompe, calma músicaque forja o silêncio no ventre do [eterno.Um desejo simples, inconsútil.Uma cadela, talvez. Uma mulher que [ama,cujo corpo estremece, alvo, no escuro.Um poema que transpõe,absorto e impossível,o tranqüilo interlúdioentre a palavra e o nada.A poesia, Fábio, talvez seja um pássaroque voa.Um fim de tarde, invisível, sem [crepúsculo.Um delírio, um ludíbrio. Um [holocausto.Talvez o desespero. Talvez a morte.A poesia, Fábio, é um girassol.(Simetria do Parto, Editora Cone Sul, 2000)SONETO DA PROCURANão sou quem sou, nem sois o que sois,nem jamais estive de onde vim,ou ainda onde o sol jamais se pôs,ou ainda, ou aonde, ou coisa assim,restará, do que sou, um pó de arroz,restará, quem sabe, nada, enfim?,de tudo que vem antes, ou depois,de tudo que começa e chega ao fim:o mundo dividir-me-á em dois,e há de ser sempre bom, ou ser ruim,o mundo há de ser, desse modo, pois,qualquer coisa entre o não e o sim,como um rangido de carro de bois,como um vácuo entre o eu e o mim.(Simetria do Parto, Editora Cone Sul, 2000)
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segunda-feira, 9 de março de 2009

EXPOMAPI - EXPOSIÇÃO DE POEMAS DE AUTORES MARANHENSES E PIAUIENSES - IDEALIZADA E ORGANIZADA POR CÉSAR WILLIAM

Notícias
Expomapi em Timon
04/10/2007

Está acontecendo desde hoje, 04, no salão de eventos do Cesti/Uema, em Timon a Exposição de Poemas e Autores Maranhenses e Piauienses – EXPOMAPI onde estão sendo expostos poemas dos mais diversos estilos.
O idealizador e organizador do evento, poeta César William, é estudante de Letras do 5° período, disse que o evento é um antigo projeto que só pôde ser concretizado graças aos apoios que teve. “Somente agora com o apoio de alguns amigos, da UEMA, Academia de Letras, artes e Ecologia do Leste Maranhense é que conseguir concretizar esse sonho”, diz o poeta.
A exposição acontece até o próximo dia 13 onde estão sendo expostas obras dos autores: Mário Faustino, Ferreira Gullar, H.Dobal, Bandeira Tribuzi, Torquato Neto, Salgado Maranhão, Cineas Santos, Bioque Mesito, Paulo Machado, Laura Amélia Damous, William Soares, Dyl Pires, Graça Vihena, Geane Lima Fiddan, Nicolau Waquim Neto, Barripi, Carvalho Neto, Herculado Moraes, Paulo Melo Souza, César William, Halan Silva, dentre outros.
O Poeta César Willliam explica que unir os dois estados, por intermédio da literatura e uma idéia diplomática. “A EXPOMAPI é a primeira desse gênero e será intinerante, em seguida irá para Teresina, Caxias e outras cidades até chegar a São Luis-Ma”, relata dizendo que a cada edição o evento irá ganhando mais estrutura. (Portal da Prefeitura de Timon)

* Por Maura Duarte.